A angina pectoris, ou simplesmente angina, é uma dor ou desconforto no peito causado pela redução temporária do fluxo de sangue ao músculo cardíaco. Trata-se de um sintoma importante da doença arterial coronariana e pode ser um sinal de alerta de que o coração não está recebendo oxigênio suficiente. Compreender a angina é fundamental para prevenir um infarto.
O que é angina pectoris?
A angina pectoris ocorre quando as artérias coronárias, responsáveis por irrigar o coração, estão parcialmente bloqueadas por placas de aterosclerose. Quando o coração precisa de mais oxigênio — como durante esforço físico, emoções intensas ou exposição ao frio —, o sangue não consegue fluir em quantidade suficiente, causando a dor característica. A angina em si não destrói o músculo cardíaco como o infarto, mas é um sinal importante de que o coração está em risco.
Tipos de angina pectoris
Existem dois tipos principais de angina pectoris. A angina estável ocorre de forma previsível durante esforço físico ou estresse emocional, dura poucos minutos e melhora com repouso ou nitroglicerina sublingual. É o tipo mais comum e geralmente indica doença coronariana crônica estável. Já a angina instável é mais perigosa: ocorre em repouso, dura mais tempo, pode não melhorar com repouso e representa uma emergência médica — pode indicar infarto iminente.
Existe ainda a angina de Prinzmetal ou vasoespástica, causada por espasmo arterial, que ocorre tipicamente à noite ou em repouso. O cardiologista é o especialista responsável por identificar o tipo de angina e o risco cardiovascular associado, muitas vezes solicitando exames como o teste ergométrico e ecocardiograma.
Sintomas da angina pectoris: como identificar?
O sintoma mais característico da angina pectoris é a dor ou pressão no centro do peito, que pode irradiar para o braço esquerdo, mandíbula, ombro, pescoço ou costas. A dor é frequentemente descrita como “aperto”, “peso” ou “queimação” no peito. Outros sintomas associados incluem falta de ar, sudorese, náuseas e sensação de mal-estar geral. Na angina estável, os sintomas costumam surgir com esforço e desaparecer em 5 a 10 minutos com repouso.
Diagnóstico da angina pectoris
O diagnóstico da angina pectoris começa com a história clínica detalhada e exame físico. O eletrocardiograma em repouso pode ser normal entre as crises, mas o teste de esforço (ergometria) provoca alterações que permitem identificar a angina. O ecocardiograma avalia a função do coração e possíveis alterações na parede cardíaca. Em casos selecionados, é indicada a cineangiocoronariografia para visualizar as artérias coronárias e identificar o local e grau de obstrução.
Tratamento da angina pectoris
O tratamento da angina pectoris visa controlar os sintomas, prevenir o infarto e melhorar a qualidade de vida. Os medicamentos incluem nitratos (para alívio imediato da crise), betabloqueadores, antagonistas do cálcio e estatinas. O controle dos fatores de risco — pressão arterial, colesterol, diabetes — é fundamental. Em casos de angina instável ou obstrução significativa nas artérias coronárias, pode ser necessária a revascularização do miocárdio, seja por angioplastia com stent ou cirurgia de revascularização.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a mudança no estilo de vida — com alimentação saudável, atividade física regular e abandono do cigarro — é parte essencial do tratamento da angina pectoris. Se você sente dor ou pressão no peito, não ignore: procure um cardiologista imediatamente para uma avaliação completa.